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	<title>Sapiens Sapiens &#187; talento</title>
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	<description>Sapiens Sapiens</description>
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		<title>Afinal, qual é o seu talento?</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 15:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Você S/A]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
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		<description><![CDATA[A prática, a dedicação e as chances lapidam o talento ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Calma, caro leitor! Se você não conseguiu responder à pergunta acima com a mesma presteza com que diria qual seu time do coração ou qual seu estilo preferido de música, não significa que você não seja uma pessoa talentosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é um assunto que exige atenção e 90% das pessoas não teriam a resposta na ponta da língua. Mas é algo a se pensar, pois, em uma sociedade que se acostumou a valorizar as pessoas talentosas e em que as empresas dizem que se dedicam a atrair, desenvolver e reter, parece que não identificar em si mesmo um talento especial transformou-se numa espécie de pecado capital. Para desmistificar o assunto é útil lembrar alguns princípios. Ter talento não significa nascer com uma inteligência superior, uma habilidade artística ou uma qualidade única. Talento não é dom, não nasce com a pessoa, e sim é desenvolvido com a prática, o que demanda tempo e persistência.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda pessoa tem a capacidade inata de aprimorar-se, tornar-se muito boa em algum tema ou atividade e ser, então, considerada um talento. Encontrar seu próprio talento depende, em parte, das oportunidades da vida e, em parte, da determinação pessoal. No mundo do RH, profissional talentoso é aquele que, apesar de ter bom desempenho, não se acomoda e continua em busca de mais aprendizado e aprimoramento.</p>
<p style="text-align: justify;">Talento é a capacidade de fazer benfeito um trabalho, aprender com relativa facilidade um assunto e, acima de tudo, sentir prazer em fazer o que faz. Portanto, ser um talento está mais voltado ao campo das escolhas pessoais do que do determinismo do destino — ao contrário do que pensa muita gente. É praticamente impossível não ser considerado um talento após dedicar parte de sua vida a um trabalho com empenho, determinação e afeto. Se você ainda não encontrou seu talento, deixe que ele encontre você.</p>
<p style="text-align: justify;">Dê-lhe uma oportunidade. Ele pode estar camuflado em qualquer trabalho que seja digno e que lhe dê a sensação de estar sendo útil. Um trabalho que dá sentido à vida é mais do que um trabalho, é uma missão, e é também a proteína que dará corpo ao seu talento adormecido.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: <a href="http://www.vocesa.com.br/" target="_blank">www.vocesa.com.br</a></em></p>
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		<title>Gente que aprende vale muito</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 13:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Você S/A]]></category>
		<category><![CDATA[aprender]]></category>
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		<description><![CDATA[As empresas valorizam quem não espera ser ensinado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Conversei com um presidente de empresa que gosta de se envolver nos processos seletivos de seus executivos. Quando lhe perguntei o que ele valorizava nos candidatos, ele respondeu sem titubear:<br />
— São duas as variáveis: capacidade de entregar resultado e vontade de aprender permanentemente.</p>
<p style="text-align: justify;">Campeão de assertividade, esse presidente. Ele sabe que a empresa vive de resultados, mas está interessado em resultados sustentáveis e crescentes, e isso só se consegue com gente que está evoluindo sempre. Por isso o desejo genuíno de aprender passou a ser uma qualidade desejada no mundo corporativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em função de visões como esta é que as companhias estão virando escolas. Há, porém, uma diferença entre elas e a faculdade que você cursou. Lá, havia um professor que compartilhava com você a responsabilidade por sua formação. Na empresa, essa responsabilidade está sobre seus ombros. Se as companhias apreciam quem quer aprender, têm especial predileção por quem não espera que alguém venha ensinar. Aprender é seu ofício. Nesse sentido, a curiosidade, a inquietação intelectual e a busca do conhecimento contínuo passaram a ser as características apreciadas nas empresas. Bem, pelo menos nas organizações bem administradas.<br />
Considerando o que disse o presidente, temos duas variáveis, portanto são quatro as possibilidades. Vejamos: quem tem baixo desempenho e grande vontade de aprender é um potencial — a empresa investe. Quem tem bom desempenho, mas perdeu a vontade de aprender, está acomodado — a empresa se preocupa. Quem tem desempenho alto e grande vontade de aprender é um talento — a empresa reconhece e quer reter. E quem tem baixas essas duas variáveis não tem mais espaço — a empresa elimina. Perceba que no mundo dos recursos humanos ser um talento não significa ter uma habilidade especial, um dom artístico ou uma inteligência superior. Ser um talento significa ser possuidor da combinação entre o desempenho e o desejo de aprender e evoluir. Ser um talento, portanto, é uma questão de vontade.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: <a href="http://www.vocesa.com.br/" target="_blank">www.vocesa.com.br</a></em></p>
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