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	<title>Sapiens Sapiens &#187; criatividade</title>
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		<title>Os dois lados do cérebro</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 17:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Você S/A]]></category>
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		<description><![CDATA[Precisamos dos dois lados do cérebro integrados ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O prazer que meu cérebro direito está sentindo é maior que a capacidade do meu cérebro esquerdo de explicá-lo.&#8221; Esta frase foi dita pelo cientista Roger Sperry quando recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia, em 1981, por seus trabalhos sobre as funções dos dois lados do cérebro. Anos antes ele havia criado uma técnica chamada <em>split-brain surgery</em>, uma cirurgia para pacientes portadores de epilepsia que não melhoravam com remédios. A cirurgia consistia em em cortar o corpo caloso, um conjunto de fibras que conectam os dois hemisférios cerebrais que, ao ser cortado, diminuía a chance de haver impulsos nervosos desgovernados, o que provoca as convulsões próprias dessa doença.</p>
<p>A experiência foi um sucesso, só que o Dr. Sperry percebeu que algo mais aconteceu com aquelas pessoas: elas passaram a se relacionar com o mundo às vezes de maneira extremamente racional e metódica e às vezes de forma livre e criativa, mas não conseguiam harmonizar esses dois elementos. Foi quando percebeu que o corpo caloso tinha a função de permitir um funcionamento integrado entre os dois hemisférios, com modos diferentes de pensar e de influenciar o comportamento.</p>
<p>Você interpreta um gráfico, faz análises numéricas, desenvolve planejamentos, controla sua agenda com seu hemisfério esquerdo e usa o direito para ser criativo, para inovar, para apreciar arte, para tocar um instrumento. Hoje isso já é bem conhecido, mas o fato relevante é que no mundo moderno, especialmente na vida corporativa, precisamos ter os dois hemisférios desenvolvidos e funcionando de forma integrada.</p>
<p>Vivemos um tempo em que temos de nos esforçar para controlar bem nossas empresas e nossas carreiras (cérebro esquerdo) em função da velocidade das mudanças, mas não podemos parar de criar e inovar (cérebro direito) para melhorar nossa competitividade. Portanto, viva o corpo caloso virtual, que permite o fluxo de novos pensamentos para velhos modelos, novos modelos para velhas ideias, novas ideias para velhos processos, novos processos para velhos pensamentos. Use seus dois cérebros para ser inteiro e feliz.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: <a href="http://www.vocesa.com.br/" target="_blank">www.vocesa.com.br</a></em></p>
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		<title>Sempre dá para inovar</title>
		<link>http://www.sapiensapiens.com.br/185/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 13:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Você S/A]]></category>
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		<description><![CDATA[É possível inovar mesmo nos setores tradicionais ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em 1995 Luciano era funcionário de banco quando teve a oportunidade de realizar seu sonho: virar empresário. Em sua cidade, Ipatinga, no interior de Minas Gerais, uma confecção de uniformes profissionais foi colocada à venda. Contando com o apoio da irmã, que tinha experiência no ramo, o jovem advogado com especialização em fi nanças resolveu apostar. Negócio fechado, colocou as mãos, a cabeça e o coração à obra. Já na primeira semana, levou o primeiro susto, pois a fábrica estava produzindo 3 500 peças por mês e o ponto de equilíbrio era de 16 000.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesses casos, há duas coisas a se fazer:<br />
<span style="font-size: medium;">1)</span> adequar as despesas à receita;<br />
<span style="font-size: medium;">2)</span> aumentar a produção até atingir o equilíbrio e apostar no crescimento da demanda.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que o novo empresário optou pela segunda alternativa, pois desejava crescer. Só que, para aumentar a produção, os custos variáveis aumentariam proporcionalmente, o que signifi caria que ele estaria cavando um buraco que só começaria a se fechar após atingir a marca de 16 000 peças. A situação era grave e a única saída era investir na inovação.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é possível inovar em um setor commoditizado, que costuma competir apenas pelo preço? Luciano acreditava que era possível, sim, e começou inovando pela nova missão da empresa: “Uniformizar profi ssionais com qualidade”, e não apenas costurar uniformes, pois isso “qualquer um faz”. Mas não fi cou só no intangível, ele partiu para as medidas práticas: aumentou a efi ciência adquirindo um sistema computadorizado de corte; ganhou fl exibilidade com instalação de uma linha de montagem modular; melhorou a logística montando lojas dentro das plantas dos maiores clientes (Usiminas, ArcelorMittal, Votorantim); criou um programa de incentivos consistente para seus funcionários.</p>
<p style="text-align: justify;">O jovem empreendedor, obrigado pela necessidade de sobrevivência e incentivado pelo desejo de vencer, fez o que nunca havia sido feito em seu setor. Hoje, Luciano produz mais de 60 000 peças por mês e está construindo uma nova fábrica, capaz de acomodar mais de 300 funcionários. Luciano provou que mesmo em um setor tradicional é possível inovar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: <a href="http://www.vocesa.com.br/" target="_blank">www.vocesa.com.br</a></em></p>
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