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	<title>Sapiens Sapiens &#187; casa</title>
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	<description>Sapiens Sapiens</description>
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		<title>Misturando as estações</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 03:34:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Vida Simples]]></category>
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		<description><![CDATA[“Gosto muito do que faco, mas quero saber o que fazer para não trazer os problemas de casa para o trabalho e vice-versa”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gregório respondia pelo setor comercial da empresa. Sua função, além de liderar a equipe de vendas, era visitar os clientes para estreitar os laços com a companhia, demonstrando interesse sobre seus desejos e suas necessidades, ouvindo opiniões, queixas e eventuais elogios. A verdade é que não era assim tão importante ouvir os clientes, e sim fazê- los acreditar que estavam sendo ouvidos. Isso aumentava a fidelização, acreditava seu chefe. Ele até gostava do trabalho, pois tinha a oportunidade de conhecer pessoas, aprender coisas novas, viajar. Só que sua função o impedia de manter uma vida doméstica e, quando estava em casa, não conseguia se desligar dos compromissos, da agenda, das metas a serem atingidas.</p>
<p>Gregório sentia que estava perdendo o controle de sua própria vida, adiando os sonhos, estagnando seu desenvolvimento pessoal. Seu trabalho não combinava com sua vida. Ou seria o contrário? Ele já não sabia e, finalmente, sentiu que estava se transformando num ser de que ele não gostava. Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregório deu por si na cama, transformado em um ser repugnante. Exatamente o que ele sempre abominara e não se cansava de criticar. Um indivíduo que vivia apenas por viver, engolido pela rotina monótona, digerido pelas metas impossíveis e metabolizado pelo sistema impiedoso que classifica as pessoas de acordo com seu potencial produtivo. Ao olharse no espelho, Gregório não gostou do que viu. Sua aparência estava entristecida. Como foi que o tempo passou tão depressa sem que ele se desse conta? Onde foi parar a alegria natural, juvenil, alimentada pelo prazer das coisas pequenas e pelo entusiasmo dos sonhos grandes? Agora, homem feito, lidava com negócios grandes, mas seus sonhos haviam fi cado pequenos. Em que bicho se transformara, afinal?</p>
<p>Este pequeno ensaio é inspirado no livro A Metamorfose , de Franz Kafka, publicado em 1915. Kafka inaugurou com ele o estilo do realismo mágico na literatura, ao contar a história do caixeiro-viajante Gregor Samsa, que um dia acorda e nota que havia se transformado em um inseto, presumivelmente uma barata. O enredo é absurdo, mas é exatamente essa a mensagem de seu autor, que deseja denunciar o absurdo da vida. A metamorfose de Gregor não é só física. É também psicológica e termina por provocar outras metamorfoses ao seu redor, especialmente em seus pais e sua irmã, que antes eram sustentados por ele.</p>
<p>O livro de Kafka, que antes de ser escritor trabalhou como advogado em uma seguradora, coincide com um período de grandes transformações na sociedade, com o surgimento de uma onda de industrialização, a criação de novas castas e de novas relações de poder. Aproximadamente na mesma época, o Henry, fundador da Ford, reclamando de um operário que não apresentava o resultado que ele desejava porque dizia que andava triste, disse: “Você não está aqui para ser feliz. Está aqui para trabalhar. Seja feliz depois do expediente”.</p>
<p>O.k., estávamos em plena Revolução Industrial, em que as pessoas eram tratadas como peças de uma grande engrenagem produtiva. O capitalismo estava se firmando como uma espécie de religião, e seus sacerdotes eram os pensadores que pregavam a produtividade, como o Taylor, o Fayol e o próprio Ford. A idéia de aumentar a produção otimizando os recursos não era ruim, aliás, esse é o principio da efi ciência – fazer mais com menos. Até aí tudo bem. O problema foi a massificação da classe trabalhadora, a exploração do homem pelo homem. Quem melhor explicou o que acontecia foi o Chaplin em seu genial Tempos Modernos, filmado em 1936, em que ele fez o papel de um operário que aperta porcas e de repente é “engolido” pela máquina, confundindo- se com as engrenagens.</p>
<p>Equilíbrio desejado</p>
<p>Levou algum tempo para que os operários começassem a ser respeitados como seres humanos. Na mesma época do fi lme do Carlitos, surgiram estudiosos da sociologia do trabalho, entre eles uma mulher chamada Mary Parker Follet, uma “profetiza do gerenciamento”, cujas ideias ainda hoje são consideradas avançadas – imagine na época. Ela gostava de estudar. Formou- se em administração, economia, direito e filosofi a. Escreveu apenas três livros, mas por meio deles, e de suas aulas e conferências, revolucionou o pensamento relativo à gestão de pessoas e deu origem à chamada Escola das Relações Humanas, que tratou de devolver ao trabalhador sua dignidade de ser humano. Foi depois dos “puxões de orelha” dados por Mary e Chaplin que o mundo do trabalho começou a pensar diferente seus “recursos humanos”.</p>
<p>Em uma sociedade que valoriza a efi cácia e o resultado, as pessoas excessivamente dedicadas ao trabalho, comprometidas até o tutano com seu ofício, ganham status, são admiradas e apontadas como referência. Nada contra, mas cuidado com os exageros. A expressão workaholic surgiu para designar quem é viciado em trabalho e não consegue se desligar dele em momento algum. Isso vira uma espécie de doença, algo que termina por prejudicar, pois um tipo assim sacrifi ca a vida em família, descuida da saúde, não curte hobbies, só cultiva relações ligadas ao ambiente profi ssional, e esse desequilíbrio acaba se voltando contra a própria carreira.</p>
<p>Jack Welch, o festejado ex-presidente da General Eletrics, diz que, “basicamente, o equilíbrio trabalho/vida pessoal converteu-se em debate sobre até que ponto deixamos que o trabalho absorva toda a nossa vida”. E ele diz isso batendo com o punho no peito, fazendo seu mea-culpa por não ter, ele mesmo, conseguido tal desejado equilíbrio. Ele foi absorvido por sua carreira, mas, em nenhum ponto de sua biografi a, ele credita a isso o sucesso que teve, e sim a traços de sua personalidade, como o espírito de liderança, a disposição para correr riscos e a criatividade. Claro, ele também adorava o que fazia, o que o coloca na categoria dos worklovers os apaixonados pelo trabalho. Estes, ao contrário dos workaholics , não sentem que estão passando do limite, pois seu trabalho é uma espécie de diversão. Outro conselho do Welch: “Assuma uma atitude positiva e espalhe-a ao seu redor, nunca se deixe transformar em vítima e, pelo amor de Deus, divirta-se!” Ótima frase, mas, veja, ela se aplica à vida, e não ao trabalho apenas. Aliás, o trabalho é parte da vida, e não deve ser confundido com ela.</p>
<p>Ócio que não é ócio</p>
<p>Quem insiste nessa idéia é o professor Domenico de Masi, titular de sociologia do trabalho da Universidade Sapienza de Roma. Ele se tornou conhecido por ter publicado, em 1995, um livro que trouxe um novo conceito para a questão da relação do homem com seu trabalho: O Ócio Criativo , um conceito que está longe de propor uma atitude passiva ou contemplativa. Tratase de uma postura das pessoas frente às três maiores necessidades sociais: trabalho, estudo e diversão. De Masi apresenta sua versão, dizendo que o mundo pós-industrial privilegia as pessoas e as empresas que criam condições para que haja um encontro entre as três necessidades. Diz ele que, quando conseguimos trabalhar em um lugar em que estamos aprendendo e também nos divertindo, liberamos nossa mente para criar mais, produzir novas idéias.</p>
<p>A proposta é a da recuperação do homem integral, que a Revolução Industrial destruiu, quando separava o homem em partes: o profissional na empresa, o pessoal em casa. Como se isso fosse possível. A grande inspiração para o conceito do ócio criativo foi retirada de observações históricas, especialmente três. Primeiro dos gregos, que costumavam promover uma reunião, chamada simpósio, em que, após o jantar, cada participante, enquanto segurava a taça de vinho nas mãos, apresentava suas idéias a respeito do tema em discussão, e, quando concluía, entregava a taça, junto com a palavra, a outro participante. Uma reunião que era, ao mesmo tempo, prazerosa, produtiva e criativa.</p>
<p>A segunda inspiração vem dos romanos, que se tornaram famosos por construírem termas, as casas de banho espalhadas por todo o império, servidas pelos aquedutos. Nesses locais, os cidadãos romanos se juntavam para banhar-se, receber massagens, fazer ginástica, mas também para conversar sobre política, filosofia, problemas da cidade e negócios. Ali passavam todo o dia, e produziam muito. Outro modelo são os encontros promovidos pelas principais figuras do Iluminismo francês, especialmente Diderot, Rousseau e D’Alembert, os autores da Enciclopédia, o conjunto de obras que marca uma nova era para a humanidade, impulsionando a disseminação do saber e o interesse pela ciência. Esses homens se recolhiam em uma casa de campo, onde trabalhavam em equipe, aprendiam uns com os outros e se dedicavam, também, à musica e ao entretenimento. Exemplos de grande criatividade e contribuição à humanidade</p>
<p>Não há solução para o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho a não ser pela construção de uma vida harmônica. A tentativa de separar o mundo em duas ou mais partes acaba criando uma espécie de paranoia que não resolve. Gostar do que se faz é fundamental. Ter uma vida pessoal saudável, com família, amigos, hobbies e interesses variados também. Ser responsável no trabalho não implica em colocar a família em segundo plano. Talvez seja a hora de rever os valores e, claro, fazer um bom exercício de organização da vida.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Vida Simples, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: <a href="http://www.revistavidasimples.com.br/" target="_blank">www.revistavidasimples.com.br</a></em></p>
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		<title>Cruzando cables</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 22:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artículos en Español]]></category>
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		<category><![CDATA[separacion trabajo]]></category>
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		<description><![CDATA[“Me gusta mucho lo que hago, pero quiero saber cómo no trasladar problemas de casa al trabajo y viceversa” Gregorio era el responsable por el sector comercial de su empresa. Lideraba el equipo de ventas, visitaba los clientes para estrechar su relación con la compañía, demostrando interés por sus deseos y necesidades, escuchando opiniones, quejas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;">“Me gusta mucho lo que hago, pero quiero saber cómo no trasladar problemas de casa al trabajo y viceversa”</span><br />
Gregorio era el responsable por el sector comercial de su empresa. Lideraba el equipo de ventas, visitaba los clientes para estrechar su relación con la compañía, demostrando interés por sus deseos y necesidades, escuchando opiniones, quejas y también elogios. La verdad es que lo importante no era escuchar a los clientes, sino hacerlos creer que eran escuchados. Su jefe creía que esta conducta aumentaba la fidelización. A Gregorio le gustaba su trabajo, tenía la oportunidad de conocer personas, aprender nuevas cosas, viajar. Pero, su función le impedía de mantener una vida doméstica. Cuando estaba en casa, no conseguía olvidar sus compromisos, su agenda y las metas a ser alcanzadas.<br />
Sentía estar perdiendo el control de su vida, aplazando sueños, estancando su desarrollo personal. Su trabajo no estaba de acuerdo con su vida. ¿O sería lo contrario? No lo sabía y sentía que se estaba transformando en una persona que no le gustaba. Una mañana, al despertar de sueños inquietantes, Gregorio se dio cuenta de que se había transformado en un ser repugnante. Ahora era exactamente lo que había cansado de criticar y abominaba: un individuo que vivía por vivir, absorbido por la monótona rutina, diluido por metas imposibles y metabolizado por un impiadoso sistema que clasifica las personas por su potencial productivo. No le gustó nada lo que vio en el espejo. Su apariencia estaba entristecida. ¿Cómo había pasado tan rápido el tiempo sin que se hubiera dado cuenta? ¿Dónde estaban su alegría natural, juvenil, alimentada por el placer de las pequeñas cosas y su entusiasmo de los grandes sueños? Hombre, trabajaba con grandes negocios y sus sueños eran pequeños. ¿En qué se había transformado?<br />
Este pequeño artículo está inspirado en La metamorfosis, de Franz Kafka, publicado en 1915. En este libro, Kafka inaugura el realismo mágico en la literatura, contando la historia de Gregor Samsa, que despierta un día transformado en un insecto, más específicamente, en una cucaracha. La trama es absurda, y éste es exactamente el mensaje del autor, deseando denunciar el absurdo de la vida. La metamorfosis de Gregor no es únicamente física. También es psicológica y provoca otras metamorfosis a su alrededor especialmente, en sus padres y hermana, a quienes mantenía.<br />
Kafka, antes de ser escritor, había sido abogado en una aseguradora. La escritura de La metamorfosis coincide con un periodo de grandes transformaciones en la sociedad, el aparecimiento de la industrialización, la creación de nuevas clases sociales y nuevas relaciones de poder. Por la misma época, Henry, fundador de la Ford, quejándose de un operario que no presentaba los resultados esperados y decía que se sentía triste, afirmó: “No estás aquí para ser feliz. Estás aquí para trabajar. Sé feliz después del trabajo”.<br />
Estábamos en la Revolución Industrial cuando las personas eran vistas como piezas de un gran engranaje productivo. Se estaba firmando el capitalismo como una especie de religión y sus sacerdotes eran los pensadores que pregonaban la productividad, como Taylor, Fayol y Ford. La idea de aumentar la producción optimizando los recursos no era mala, es el principio de la eficiencia – hacer más con menos. No hay nada equivocado en eso. El problema surgió con la masificación de la clase trabajadora, la explotación del hombre por el hombre. La mejor representación de lo qué se pasaba está registrada en la genial película de Chaplin, Tiempos modernos, filmada en 1936, y en la que representa un operario que aprieta tornillos y es “tragado” por la máquina, confundiéndose con engranajes.</p>
<p>Ser responsable en el trabajo no implica poner la familia en segundo plano</p>
<p>Equilibrio deseado</p>
<p>Tardó mucho para que los operarios fuesen respetados como seres humanos. En la misma época de la película de Carlitos, surgieron estudiosos de la sociología del trabajo, entre ellos, la “pitonisa de la gestión”,  Mary Parker Follet, cuyas ideas siguen siendo consideradas avanzadas aún en los días de hoy. Le gustaba estudiar. Se graduó en administración, economía, derecho y filosofía. Escribió tres libros únicamente pero en ellos, y en sus clases y ponencias, revolucionó el pensamiento de la gestión de personas y originó la llamada Escuela de Relaciones Humanas, que trató de devolver al trabajador su dignidad como ser humano. El mundo del trabajo empezó a ver de manera distinta sus “recursos humanos” después de los “tirones de oreja” dados por Mary y Chaplin.<br />
En una sociedad que valora la eficacia y el resultado, las personas excesivamente dedicadas al trabajo, comprometidas hasta los huesos con su oficio, ganan estatus, son admiradas y consideradas referencia. Nada en contra, pero debemos cuidar con la exageración. La expresión workaholic surgió para designar el adicto al trabajo, que no consigue dejar de pensar, en ningún momento, en él. Es un tipo de enfermedad, algo que hace daño porque una persona así sacrifica la vida en familia, descuida la salud, no tiene aficiones y cultiva únicamente relaciones laborales. Este desequilibrio termina volviéndose contra su propia carrera.<br />
El célebre expresidente de la General Eletrics, Jack Welch, dice: “básicamente, el equilibrio trabajo/vida personal se convirtió  en debate sobre hasta qué punto permitimos que el trabajo absorba nuestra vida”. Y confiesa su propia culpa, por no haber alcanzado el deseado equilibrio. Fue absuelto por su carrera, pero en ningún momento, de su biografía, la considera el motivo de su éxito, y sí a sus rasgos personales, como el espíritu de liderazgo, la disposición para correr riesgos y la creatividad. Le encantaba lo que hacía, lo que le pone en la categoría de worklovers, los apasionados por el trabajo. Al contrario de los workaholics, no sienten que están pasando del límite, pues su trabajo es una especie de diversión. Otro consejo de Welch: “Asume una posición positiva y espárcela a tu alrededor, nunca te dejes transformar en víctima y, ¡por Dios!, ¡Diviértete!” Una estupenda frase que no se aplica únicamente al trabajo, sino también a la vida. Al fin y al cabo, el trabajo forma parte de la vida y no debe ser confundido con ella.<br />
En esta idea insiste el profesor Domenico de Masi titular de sociología del trabajo en la Universidad Sapienza de Roma. Se hizo conocido para el gran público en 1995 con la publicación de un libro en el que expone un nuevo concepto para la relación entre hombre y trabajo: El ocio creativo, término que está lejos de proponer una actitud pasiva o contemplativa. Defiende una nueva postura de las personas frente a las tres mayores necesidades sociales: trabajo, estudio y diversión.<br />
El autor presenta su versión diciendo que el mundo postcolonial privilegia las personas y las empresas que crean condiciones para que estas tres necesidades se encuentren. Dice que, cuando trabajamos en un lugar en el que estamos aprendiendo y también divirtiéndonos, liberamos nuestra mente para que cree más, produciendo, así, nuevas ideas.<br />
Su propuesta es recuperar el hombre integral, destruido por la Revolución Industrial que separaba el hombre en dos partes: la profesional en la empresa; la personal en casa. Como si fuera posible. La gran inspiración para el concepto de ocio creativo fue retirada de tres observaciones históricas específicas. Primero de los griegos, que solían promover una reunión, denominada simposio, en la que, tras la cena, cada participante, mientras sujetaba la copa de vino, presentaba sus ideas sobre el tema en discusión y, cuando concluía, entregaba la copa, y la palabra, a otro participante. Una reunión placentera, productiva y creativa a la vez.<br />
La segunda inspiración vino de los romanos, que se hicieron famosos por sus baños termales presentes por todo el imperio. En ellos, se reunían los ciudadanos romanos para bañarse, recibir masajes, hacer gimnasia, pero también para hablar sobre política, filosofía, problemas de la ciudad y negocios. Pasaban allí todo el día y producían mucho. Otro modelo son los encuentros promovidos por las principales figuras del Iluminismo francés, especialmente Diderot, Rousseau e D´Alembert, los autores de la Enciclopedia, conjunto de obras que marca una nueva era para la humanidad, motivando la diseminación del saber y el interés por la ciencia. Estos hombres se reunían en una casa de campo, trabajaban en equipo, aprendían uno de los otros. También se dedicaban a la música y al entretenimiento. Todos estos son ejemplos de gran creatividad y contribución para la humanidad.<br />
No existe otra solución para equilibrar la vida personal y el trabajo que construir una vida armónica. El intento de separar el mundo en dos o más partes termina en una especie de paranoia sin solución. Es fundamental sentir placer en lo que haces. Como también lo es tener una vida personal saludable, con familia, amigos, aficiones e intereses variados. Ser responsable en el trabajo no implica dejar en segundo plano la familia. Quizá sea el momento de revisar valores y llevar a cabo un ejercicio de organización de la vida.</p>
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