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	<title>Sapiens Sapiens &#187; Revista Você S/A</title>
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	<description>Sapiens Sapiens</description>
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		<title>Faça bem o básico</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 14:45:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Só é capaz de alterar a realidade quem já lidou com ela o suficiente para entender o que pode ser modificado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A empresa tinha estabelecido que a cultura de inovação deveria ser promovida e estimulada. É bastante sabido que as melhorias de processos, serviços e até de produtos vêm, principalmente, de sugestões dos funcionários, e não de um departamento responsável pela inovação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando se espalhou a notícia de que ideias seriam bem-vindas e, mais que isso, valorizadas e premiadas, muitos funcionários deram asas à imaginação e começaram a aparecer propostas de melhoria, vindas de todos os setores da organização. “Está funcionando”, pensavam os diretores.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi quando o gerente, responsável por uma ilha de produção com cerca de 20 operários, foi procurado por um de seus subordinados com uma “idéia revolucionária”, segundo o próprio.</p>
<p style="text-align: justify;">Se fosse aplicada, provocaria economia de tempo e de dinheiro, além de diminuir o risco de aparecerem falhas nos produtos.</p>
<p style="text-align: justify;">O plano do gênio era, de fato, ótimo, ou melhor, seria, se não por um detalhe: para que funcionasse, era preciso alterar toda a linha de produção, inclusive as máquinas importadas da Alemanha, o que exigiria um investimento totalmente desproporcional.</p>
<p style="text-align: justify;">- Obrigado pela sugestão – disse o gerente -, mas perceba que ela não se aplica a nossa realidade. Precisamos de ideias simples, práticas, que possuam ser implementadas rapidamente, sem muitos gastos. Infelizmente, não é o caso de sua proposta.</p>
<p style="text-align: justify;">- Entretanto – continuou -, vamos aproveitar essa oportunidade. Tenho observado seu trabalho e percebo que você tem alguma dificuldade para se concentrar e concluir seu turno com eficiência. Sua disposição para sugerir mudanças é uma coisa boa, mas seria melhor se você, primeiro, fizesse bem o seu trabalho. Dificilmente, meu jovem, será aceito um projeto vindo de alguém que não faz nem o básico.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande lição, caro gerente. Inovação não vem do vazio. Há, pelo menos, duas condições prévias: o conhecimento e a experiência. Só é capaz de alterar a realidade quem já lidou com ela o suficiente para entender o que pode ser modificado e o que deve ser mantido. Inovar é necessário. Fazer bem o básico é fundamental.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>Atitude DIY</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 17:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A sigla em inglês se refere ao comportamento de quem não fica esperando que os outros façam o que deve ser feito. Você é assim?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Mas que tipo de pessoa freqüenta uma loja como esta? Essa foi a pergunta que fiz à minha irmã que está radicada na Califórnia desde muito jovem. Ela é dona de uma loja de <em>beads</em>, que são aqueles pequenos objetos coloridos usados para fazer colares, brincos e bijuterias em geral, por aqui chamamos de contas. O detalhe é que ela não vende as bijuterias prontas, a pessoa tem de criar sua própria peça e ela coloca, no máximo, o fecho. Meio sem entender porque eu havia feito aquela pergunta, ela respondeu:</p>
<p style="text-align: justify;">- Todo tipo de gente. Garotas, senhoras, estudantes, turistas e até homens de negócio. São pessoas que adotam a atitude DIY porque consideram que isso agrega valor à sua compra.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu continuei olhando para ela com cara de interrogação, pois, apesar de haver entendido a resposta, estava claro que havia algo que me escapara. Afinal, o que seria atitude DIY?</p>
<p style="text-align: justify;">Minha querida irmã deve ter percebido minha dúvida porque tratou logo de explicar:</p>
<p style="text-align: justify;">- Do It Yourself! Trata-se de uma atitude muito valorizada por aqui. As pessoas gostam de colocar a mão na massa e fazer pequenas coisas com as próprias mãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro. Faça você mesmo! Não fique esperando que outros façam o que você mesmo pode fazer. Nos Estados Unidos não há facilidade de contratar mão de obra que resolve nossas pequenas (ou grandes) necessidades cotidianas. Empregada doméstica é um luxo raro. Mesmo pagar uma diarista – tem de ser aprovado pelo orçamento doméstico. É necessário pôr a mão na massa.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso há uma profusão de empresas que facilitam a vida do americano comum, que precisa resolver suas próprias coisas. Você compra ferramentas no The Home Depot e conserta a janela empenada e apara a grama. Aluga um caminhão no U-Haul, convida uns amigos e faz sua própria mudança, e por aí vai. E no mundo corporativo? A mulher do cafezinho? A mulher do cafezinho é uma máquina no corredor. Não há o boy para fazer cópias ou comprar lanches. Faça você mesmo, meu jovem folgado.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja só especulação, mas o DIY, que nasceu no pós-guerra como meio de acelerar a retomada do progresso e nos anos 1970 teve um apelo de contracultura, como protesto contra o modelo capitalista representado pela indústria, acabou tendo um efeito colateral: estimulou o empreendedorismo e o espírito inovador, muito forte naquele país. É algo a se pensar – e a se imitar. Por falar, nisso, você arrumou sua cama antes de sair de casa hoje?</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>Crie a sua própria fruta</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 18:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Referências e ídolos são importantes fontes de inspiração, porém, cuidado com as imitações. Não vale a pena viver a vida de outra pessoa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A recente morte de Steve Jobs provocou uma enxurrada de referências à sua fantástica contribuição para o mundo. Cultivar ídolos sempre fascinou o ser humano, como pode ser percebido por meio dos mitos aos quais recorremos com freqüência. Ulisses, Hércules e Davi estão aí para nos inspirar; essa é a função dos heróis. Se você está para fazer um curso ou assistir a uma palestra de liderança, é muito provável que vá ouvir os nomes de pessoas como Mandela ou Gandhi. Não há nada de errado em usar – e até reverenciar – os nomes deles.</p>
<p style="text-align: justify;">Usar esses personagens como referência é útil porque eles criaram novas possibilidades para si e para muitos outros. Nesse sentido, Jobs é um exemplo daqueles que não surgem dois no mesmo século. Ambicioso que sou, eu adoraria ser um Steve Jobs. Gostaria muito de ser um visionário tão fantástico, um aglutinador de talentos tão eficaz e um empreendedor tão audaz. Mas fico pensando que, para ser tudo isso, eu teria de deixar de ser eu mesmo, com meus valores e minhas conquistas pessoais. Se eu tivesse de deixar de lado meu próprio eu, provavelmente abriria mão de ser alguém assim tão especial. Jobs foi o único, mas cada pessoa, a seu modo, também é. Ele criou a marca da maçã, e você pode criar sua própria fruta.</p>
<p style="text-align: justify;">Jobs era budista, e o budismo aconselha: “Medite, viva puramente, seja simples, faça seu trabalho com maestria. E, como a Lua, saia de trás das nuvens e brilhe”. Esse maravilhoso conselho de Sidarta pode ser aplicado em todos os lugares, desde que haja uma pessoa e uma intenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Serviu para criar uma nova maçã, pode servir para criar uma nova jabuticaba. E, para ser bom, junte-os aos bons.</p>
<p style="text-align: justify;">Os produtos imaginados por Jobs não foram desenvolvidos necessariamente por ele, e sim por técnicos capazes e igualmente apaixonados. A imaginação e o conhecimento, quando se juntam, produzem coisas fantásticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, cuidado com as imitações. Os dois Steves, “pais da Apple”, entre seus erros e acertos, aconselharam as pessoas a serem elas mesmas.</p>
<p style="text-align: justify;">Worzniak, o outro Steve, e sócio de primeira hora de Jobs, termina sua autobiografia encorajando os jovens a seguir, acima de tudo, suas próprias ideias e paixões. Jobs, em seu famoso discurso para os alunos da Universidade Stanford em 2005, disse: “Seu tempo é limitado, portanto não o desperdice vivendo a vida de outra pessoa”. A discussão sobre se a Apple continuará sendo a mesma sem ele é inútil. É claro que não será. Poderá até ser melhor, mas será a Apple sem Jobs.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>Quando eu quase desisti</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 16:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de abandonar um desafio, faça uma pausa para refletir e converse com um amigo que saiba te escutar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Recentemente fiz uma viagem aventura. Com meus amigos Júlio e Décio fui de moto até Cuzco, no Peru, onde encontramos nossas mulheres para visitar Machu Picchu. Percorremos mais de 5000 quilômetros em sete dias. Foi uma das experiências mais emocionantes, e duras, que tive em toda a vida. Houve momentos mágicos, como a entrada na região amazônica e a travessia dos Andes. Houve um momento difícil, em que quase desisti. Em mato Grosso, já com algumas dores no corpo, comecei uma manhã enfrentando um infernal trânsito de caminhões, com a meta de viajar mais de 900 quilômetros naquele dia, sob um sol de 40 graus. Para piorar, perdi uma das malas, que, com um pequeno defeito na presilha, saiu quicando pelo asfalto quase provocando um acidente. Assustado, na primeira parada informei a meus amigos que iria só até Cuiabá, despacharia a moto para São Paulo e voltaria de avião. Era meu limite e, para mim, já tinha sido uma vitória.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi quando senti o valor da equipe. “Vamos respeitar sua escolha”, disse Julio. “Mas primeiro vamos almoçar, depois você decide.” E durante o almoço, um pouco mais relaxado, a conversa foi sobre o valor do companheirismo, a força que o grupo emana, a coesão proporcionada pelos objetivos comuns, tudo isso fluindo naturalmente das histórias de vida de cada um. Ao fim da refeição, respondendo ao olhar interessado de meus amigos, eu disse: “Vamos em frente pessoal”. A viagem foi maravilhosa, principalmente pelo prazer de aventura associado às dificuldades, mas confesso que aquele episódio ajudou a tornar a experiência ainda mais rica. Se eu não passasse por um momento tão duro, acho que não teria valido tanto a pena. Isso me fez recordar vários momentos da vida, igualmente difíceis, que exigiram doses extras de energia, e que, por isso mesmo, foram marcantes e colaboraram para a construção de meu caráter. Você fez vestibular? Batalhou para conseguir um emprego? Abriu seu próprio negócio? Faliu? Casou? Montou sua primeira casa? Em todos esses eventos com certeza há momentos de dúvida e pensamentos de desistência. Mas não dá para desistir de viver. Em todos esses momentos ter uma equipe de verdade a seu lado pode ser determinante.</p>
<p style="text-align: justify;">Que equipe? Ora, a que você constrói enquanto caminha pela longa estrada da vida – família, amigos, companheiro (a). Não desista de nada já. Primeiro tenha um almoço descontraído e troque uma idéia com alguém que saiba ouvir.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>A Distância Adequada</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 16:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Poder]]></category>

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		<description><![CDATA[Já ouviu falar no IDP, o Índice de Distância do Poder?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Às vezes demoramos para encontrar a medida certa das coisas. Por quanto tempo ferver um ovo para que ele não fique duro nem mole? Qual a altura exata do som de modo que alegre a festa sem incomodar o vizinho? Quanto de roupa levar numa viagem para que não falte nada sem deixar a mala muito pesada?</p>
<p style="text-align: justify;">Essas são algumas das questões de quantidade ideal com que nos defrontamos em nosso dia a dia. No trabalho e na gestão de empresas acontece o mesmo. Quando ligar para o cliente que demonstrou interesse em um produto sem parecer insistente nem deixar o negócio esfriar? Que dose de controle e autonomia dar à equipe? Mais arrojo ou conservadorismo nas aplicações financeiras?</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo acontece com a distância correta entre o líder e sua equipe. Há até um índice para isso, o IDP, ou Índice de Distância do Poder, que mede quanto o líder se coloca como superior à sua turma, ou quanto ele se considera parte integrante, sem maiores distinções com relação aos demais. É sabido que quando o IDP é alto há prejuízos para a inovação e para o empreendedorismo corporativo, pois as pessoas se sentem intimidadas em ter atitudes sem consultar ou pelo menos informar seu chefe. Por outro lado, quando o IDP é muito baixo, nos momentos de crise pode haver uma certa paralisia, já que nessas horas as pessoas precisam de um comando forte.</p>
<p style="text-align: justify;">Chefes amigos são muito desejados nos ambientes de trabalho, pois há mais confiança e liberdade para sugerir e colaborar por parte da equipe. Mas daí ao chefe aceitar ser padrinho do filho recém-nascido de um funcionário há uma imensa diferença, que deve ser compreendida por ambos. Só que às vezes isso acontece e, depois, como é que um gerente vai repreender, ou até demitir, um compadre, se necessário?</p>
<p style="text-align: justify;">O filósofo alemão Arthur Shopenhauer tem uma metáfora apropriada para essa situação: “Na era glacial, para não morrerem de frio, os animais ficavam bem juntinhos preservando o calor. Só que os porcos-espinho, quando se aproximavam demais, feriam uns aos outros, então se afastavam, e daí morriam de frio. Os bichinhos tiveram de encontrar a distância adequada, nem muito perto, nem muito longe, sempre observando a temperatura do dia”.</p>
<p style="text-align: justify;">Com as pessoas acontece o mesmo. A temperatura psicológica de cada dia é que determina a distância correta, o momento de ser afável ou duro, grave ou descontraído, falante ou calado. A observação dessa regra proporciona adaptação comportamental e facilita tremendamente as relações humanas. Por falar nisso, alguém sabe qual a temperatura ideal para assar um suflê de goiabada?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>Por que é importante se conhecer</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 14:57:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao tomar consciência de suas forças e de seus pontos fracos, seu processo de decisão se tornará mais objetivo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em Delfos, Apolo matou a serpente Píton e a jogou em uma fenda profunda na rocha. Seu corpo, em decomposição, passou a exalar um gás que, se inalado por uma mulher de conduta irretocável, daria a ela o dom de prever o futuro. Com base nessa crença, os gregos construíram um templo dedicado ao deus Apolo, que acabou por se transformar no centro da religiosidade grega por vários séculos.  As sacerdotisas &#8211; chamadas de pitonisas, em alusão à serpente – profetizavam o futuro de quem estivesse disposto a pagar os honorários do templo. Militares, políticos e homens de negócios estavam entre seus principais consulentes, mais muitos jovens em dúvida sobre suas carreiras também procuravam os conselhos das videntes.</p>
<p style="text-align: justify;">Como acontece com suas congêneres atuais, elas acertavam no atacado. Afinal, previsões do tipo “Você está iniciando uma jornada cheia de perigos, mas, se for persistente e estiver seguindo sua vocação, terá muito êxito” sempre acertam, não é mesmo? Entretanto, deixando a mitologia e a superstição de lado, havia um detalhe no oráculo de Delfos que é digno de respeito. Uma inscrição gravada na parede dizia: “Conhece-te a ti mesmo”.</p>
<p style="text-align: justify;"> Esse era, na verdade, o grande conselho que o oráculo dava a quem desejava conhecer seu porvir. Recomendação bem moderna, essa dos antigos gregos. Realmente, se quiser saber quem você será no futuro, comece por fazer uma boa análise de quem você é no presente. Há uma profunda e irrevogável conexão entre esses dois tempos da história de nossa vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Saber o que se quer, ter consciência de suas forças e de seu pontos fracos, elaborar sua própria tabela de valores, conhecer seus limites e alcances são alguns dos tópicos que, quando conhecidos, facilitam nossas escolhas. Mesmo que para isso você precise de ajuda especializada, não perca a oportunidade de consolidar seu autoconhecimento. Esse é o pressuposto da estratégia baseada em recursos, que define o que melhor a empresa pode fazer com as condições de que dispõe no momento e sinaliza as mudanças necessárias. Interessado em conhecer seu futuro? Então comece pelo possível, lançando um olhar criterioso sobre o presente.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>Os Disponíveis</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 15:20:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Liderar é ser bom de estratégia, cercar-se das pessoas certas e inspirá-las com os valores de uma causa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Preste atenção no seguinte diálogo:</p>
<p style="text-align: justify;">- <em>Qualquer coisa fale com o Nelson, ele saberá o que fazer.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Mas o Nelson não é de outro departamento?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- É, mas não importa, ele sempre ajuda quando a gente precisa.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Você já deve ter notado que existe um tipo de pessoa que parece estar sempre disponível para ajudar e até para cuidar dos outros. Não estou falando de enfermeiros, assistentes sociais ou missionários.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou me referindo às pessoas de qualquer atividade que têm um traço de personalidade que as torna extremamente confiáveis e, por isso, acabam sendo demandadas por seus colegas, parentes e vizinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas famílias sempre há um tio que serve de referência, que é procurado pelos sobrinhos em busca de conselhos ou pelos outros tios que precisam de algum apoio, e que foi quem cuidou dos avós velhinhos. Em qualquer condomínio encontramos sempre um morador que parece ser mais coerente e prestativo e, se não for ele o síndico, será seu principal conselheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas empresas não é diferente. Sempre há um gerente Nelson a quem todos recorrem nas dificuldades, que responde com um sorriso, colocando sua experiência e sua boa vontade à disposição dos colegas, sem nenhuma cobrança posterior e sem o menor traço de arrogância. Quando você está com uma dificuldade, dessas que todos temos eventualmente, e está precisando de um conselho ou de um apoio, sabe a quem recorrer?</p>
<p style="text-align: justify;">Estou certo que sim. Rapidamente você faz uma lista mental de seus colegas, amigos e parentes e os separa em duas categorias: os disponíveis e os não disponíveis. Você sabe que não adianta recorrer a um não disponível, mesmo que ele seja o mais próximo. Já o disponível é capaz de atravessar a cidade para apoiar seu amigo em dificuldade. Ele não vê obstáculos, é solidário e está sempre pronto.</p>
<p style="text-align: justify;">É da lista dos disponíveis que brotam os líderes que são dignos do nome. Liderar é mobilizar pessoas em direção a um destino comum. Essa é a definição mais comum, mas ela envolve um sem-número de pequenas ações que, em sua somatória, conferem a qualidade de líder a seu detentor. É necessário ser bom de estratégia, cercar-se das pessoas certas e inspirá-las com os valores de uma causa. O bom estrategista-comunicador verá seus esforços se diluírem no tempo se ele não for, também, um ser disponível. “Agora, ao trabalho”, diz um Nelson no fim da reunião. Mas complementa com sinceridade: “E, se precisarem de mim, sabem onde me encontrar”.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
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		<title>Este é o momento</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 16:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[inexplorado]]></category>
		<category><![CDATA[oportunidade]]></category>
		<category><![CDATA[oportunidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Sai na frente quem percebe um nicho novo e cria a força para avançar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A História de que “o cavalo encilhado só passa uma vez na vida” é balela. Ele passa várias vezes. O ditado se refere às grandes oportunidades, como os bons empregos, as chances de grandes negócios, as relações com pessoas certas. Todos conhecemos histórias fantásticas de gente que se deu muito bem na vida porque teve uma grande chance e soube aproveitá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas temos de fazer duas considerações a respeito dessa conversa. Primeiro, que a maioria das “grandes chances” que achamos que as pessoas encontraram de repente, na verdade, foram elas que procuraram, às vezes à custa de muito preparo, trabalho e persistência. Segundo, que, mesmo que consideremos o fator acaso – o encontro do lugar certo com o momento certo -, ainda assim serão necessárias duas competências essenciais, sem as quais o bom acaso passa como um cavalo selvagem.  A primeira competência é a percepção, o olho aberto conectado com o espírito curioso. É preciso estar atento à fantástica miríade de oportunidades que nos rodeiam em forma de novos negócios, novas pessoas, novos mercados. O segredo, então, é olhar em torno com olhos suaves e alma aberta às possibilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas só perceber não resolve, é preciso organizar-se, buscar preparo criar estrutura, planejar, ter coragem e agir. Esta é a qualidade dos empreendedores, que não se limitam ao sonho, partem para a ação. Em outras palavras, é necessário perceber que o cavalo encilhado está passando e é fundamental que se saiba como montá-lo. Senão, adeus oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há, na história do empreendedorismo (para ficar num exemplo que é o sonho de muitos empregados), nenhum caso de um negócio bem-sucedido que não tenha começado com a percepção e prosseguindo com a ação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sai na frente quem percebe um nicho inexplorado e cria a força para avançar. Foi assim com Steve Jobs e com a cabeleireira da esquina. Aliás, ambos fazem a cabeça das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">A boa notícia é que, tanto a percepção quanto a ação organizada, podem ser desenvolvidas. Aumentamos a percepção quando saímos, deliberadamente, da rotina alienante e abrimos as portas da mente para outras dimensões do mundo, como as artes, as ciências, a literatura universal e as notícias dos jornais. Quanto à ação, bem, esta depende da vontade faz um homem levantar da cadeira, e a inteligência o leva a caminhar na direção certa. </p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>O Rebelde</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 18:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Você S/A]]></category>
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		<description><![CDATA[Dica para preservar a produtividade: mantenha o cérebro satisfeito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O cérebro é o órgão mais rebelde do corpo. Com muita freqüência ele sai do controle e faz só o que quer, o danado. Ou você nunca se flagrou pensando em futebol durante uma aula de matemática? Ou nunca “viajou” para a praia durante uma reunião de trabalho chata? Recentemente um amigo me disse que simplesmente não conseguia parar de pensar na nova vizinha que o tinha cumprimentado com um sorriso “esplendoroso” no elevador. Coisas de um cérebro apaixonado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é, o cérebro segue seus próprios caminhos, não é como a mão, que obedece nosso comando, ou a coluna, que podemos endireitar quando percebemos que nossa postura está errada. Mas – notícia boa – há um jeito de enganar o cérebro e mantê-lo sob controle. É só fazer o seguinte: dê a ele as três coisas que o mantêm ocupado porque é o que ele gosta de fazer. E o que são essas coisas?</p>
<p style="text-align: justify;">Simples, ele gosta de se sentir útil, produzindo algo, adora aprender coisas novas e, claro, tem especial atração pelas diversas formas de prazer. Portanto, o cérebro estará em paz, sem rebeldias constrangedoras, quando estivermos trabalhando em algo que nos dá a oportunidade de aprender e sentirmos prazer em fazer o que fazemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Antigamente essas três necessidades eram atendidas em locais diferentes. Para trabalhar tínhamos o emprego, para aprender íamos à escola e para ter prazer cada um inventava seu jeito, mas com certeza não era nem na empresa nem na escola. Por isso o cérebro vivia furioso e as pessoas eram infelizes. E ainda são, muitas vezes, quando o trabalho é maçante, sem sentido, não agrega valor e, ainda por cima, não é prazeroso porque o ambiente é tenso e as pessoas não confiam umas nas outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente existem a psicologia e a sociologia do trabalho para apoiar a gestão, e o conselho principal, para que a produtividade atinja os níveis desejados, é: mantenha o cérebro satisfeito. Dê a ele a oportunidade de aprender e, acima de tudo, gere situações de prazer, criando um bom ambiente físico e humano. Satisfeito, o cérebro dá o melhor de si, se mantém focado e, o que é mais importante, dá ao seu dono a sensação de felicidade.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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		<title>Mensagem aos acomodados</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 18:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Revista Você S/A]]></category>
		<category><![CDATA[ação.]]></category>
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		<description><![CDATA[Liderar uma equipe acomodada é uma dura tarefa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em minhas andanças pelas empresas, tenho ouvido com freqüência queixas sobre a falta de atitude das pessoas. A maioria dos funcionários – dizem os gerentes – fica esperando ordens, não se antecipa, não tem, para usar um jargão corporativo, proatividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Têm razão os gerentes. É duro liderar uma equipe de acomodados. Mas, se serve de consolo, esse assunto não é novo, como mostra um ensaio de 1899 do escritor americano Elbert Hubbart, chamado <em>Mensagem a Garcia. </em>Foi um dos textos mais reproduzidos no século 20. Virou até filme.</p>
<p style="text-align: justify;">A história é ambientada na Guerra Hispano-Americana, que foi deflagrada depois que o navio americano <em>Uss Maine</em> foi afundado pela marinha espanhola. Como conseqüência dessa guerra, a Espanha perdeu várias colônias para os Estados Unidos, como Cuba e Filipinas, que logo depois conseguiram sua independência.</p>
<p style="text-align: justify;">Consta que o então presidente americano William McKinley precisava mandar uma carta ao general Calixto Garcia Íniguez, que era o líder das forças rebeldes cubanas contra os espanhóis. Como se tratava de uma mensagem estratégica para a vitória, ele pediu que a missão fosse dada a um homem de confiança, daqueles que não vêem obstáculos quando têm um objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi então escolhido o tenente Rowan, que imediatamente navegou até a ilha de Cuba, passou fome e frio, quase foi preso, mas não esmoreceu nunca e finalmente conseguiu entregar a mensagem ao general Garcia.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto da mensagem não importa, o que valeu foi o ato de entregá-la. A história é um pouco criticada porque sugere obediência cega, submissão à autoridade, mas também é uma homenagem ao comprometimento, coisa que falta – e muito – hoje em dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O escritor Elbert Hubbart endereçou expressões fortes às pessoas sem atitude, como “atrofia da disposição”, “inépcia moral”, “invalidez da vontade”, e por aí vai. Já para as pessoas como o tenente Rowan, ele sugeriu que se erguessem estátuas de bronze, pois fazer parte da solução, e não do problema, segundo Elbert, é um verdadeiro ato de heroísmo.</p>
<p><em>Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.<br />
Todos os direitos reservados.<br />
Visite o site da revista: www.vocesa.com.br</em></p>
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